Emoção, Afeto e Comportamento: profissionais precisam ter empatia na hora de dar notícias ruins
Diariamente Passo Fundo recebe dezenas de pacientes vítimas de acidentes de trânsito, atos de violência ou até mesmo com algum diagnóstico de uma doença letal. Este cenário faz parte do cotidiano do setor da saúde local, composto por milhares de profissionais da área, dentre técnicos, enfermeiros, socorristas e médicos. Englobam também este aspecto de profissionais os agentes da segurança, que estão em contato direto com situações onde vidas são perdidas.
Do outro lado, famílias precisam ser avisadas ou, no campo da saúde, os pacientes precisam receber diagnósticos muitas vezes difíceis. No entanto, muitas vezes a forma como estas notícias chegam acaba causando um problema secundário.
O assunto foi abordado no mais recente programa Emoção, Afeto e Comportamento, apresentado pelo Dr. Erico Hecktheuer , Médico Psiquiatra e que contou com a presença da Dra. Psicóloga Ciomara Benincá. A Dra. Ciomara explicou que a forma que uma notícia é dada para um paciente ou um familiar, envolvendo uma morte ou doença, seja ela grave ou não, precisa ser ponderada. Aquele momento é um fator de vulnerabilidade, tanto para quem dá a notícia quanto para quem a recebe.
A Dra. Ciomara disse perceber que muitas vezes a doença é colocada á frente do fator humano. Isso acontece porque o campo técnico se sobressai ao pessoal. Alguns profissionais, por saberem muito do que estão lidando, acabam sendo diretos demais, ou até mesmo quem sabe omitindo algo, desencadeando um trauma que poderá acompanhar a pessoa para o resto da vida. A recomendação para os profissionais é empatia com o paciente ou com a pessoa que precisa receber uma notícia delicada para minimizar o impacto.