Emoção, afeto e comportamento: pessoas difíceis afastam as demais e fazem mal a si mesmas
Os relacionamentos pessoais são um dos grandes desafios da vida social. Isso porque cada indivíduo tem uma personalidade diferente, muitas vezes única. Além disso, há distúrbios em que pessoas apresentam múltiplas personalidades, com uma assumindo a posição da outra em um curto espaço de tempo. Não é incomum encontrar casos de irmãos gêmeos com temperamentos diferentes.
Neste contexto, há pessoas tidas como de convívio fácil, amáveis e gentis, ao passo que outras têm um temperamento difícil, são agressivas e pouco dialogam, exercendo muita autoridade. O assunto foi destaque no recente programa Emoção, Afeto e Comportamento. Apresentado pelo médico psiquiatra Carlos Hecktheuer, o programa recebeu em seus estúdios o também médico psiquiatra Dr. Jorge Alberto Salton.
O Dr. Salton, que oferece até mesmo cursos para que as pessoas aprendam a lidar com indivíduos considerados difíceis, explicou que a relação pessoal com esses indivíduos tem raízes complexas. Ele disse que, em muitos casos, a criação familiar teve influência no comportamento da pessoa. Ambientes violentos ou de pouco diálogo contribuem para que a pessoa entenda tais comportamentos como algo natural. Lembrou ainda que o ambiente escolar, há 40 anos, era marcado pela dominância e respeito impostos por ações até mesmo violentas, conforme os padrões atuais.
Salton afirmou que é preciso que as pessoas entendam como esse cenário é prejudicial e busquem mudar seu comportamento para não repetir o passado. Observou que há um grande número de pessoas que desejam mudar e sentem culpa após perceberem seu comportamento inadequado. Essas pessoas têm a capacidade de mudar. No entanto, aqueles com temperamento difícil que justificam seu comportamento continuarão cometendo o mesmo erro e afastando os demais.