Emoção, Afeto e Comportamento: paixão por carros antigos conecta pessoas em Passo Fundo
O programa semanal Emoção, Afeto e Comportamento, apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer, recebe sempre convidados especiais, dos mais diferentes assuntos. Em sua mais recente edição o programa recebeu o colecionador de veículos antigos Rogério Azambuja, acompanhado do neto Vitório Azambuja. O tema central foi o hobby de colecionar e restaurar veículos antigos. A prática, além de um esporte, serve como algo relaxante e desestressante. Rogério contou que o interesse por carros antigos começou ainda nos anos 1990, influenciado pelo irmão, que adquiriu um modelo Ford 1929. A partir disso, o hobby se transformou em uma paixão que já dura mais de três décadas. O primeiro veículo adquirido foi Simca Chambord 1963, que permanece com ele até hoje.
Ao longo dos anos, diversos carros passaram por sua garagem, muitos deles adquiridos em condições precárias e restaurados praticamente do zero. Segundo Rogério, esse processo pode levar até dois anos, envolvendo etapas como funilaria, mecânica, tapeçaria e elétrica, muitas vezes realizadas em diferentes cidades, conforme a especialidade dos profissionais. Um dos pontos destacados foi a dificuldade em encontrar peças no Brasil./Enquanto no passado o Uruguai era uma alternativa comum, hoje grande parte dos componentes é importada dos Estados Unidos, onde há maior oferta e, em muitos casos, preços mais acessíveis.
Em contrapartida, a mão de obra especializada é um desafio tanto no Brasil quanto no exterior. Vitório Azambuja, de apenas 15 anos, já acompanha o avô e participa ativamente da divulgação dos veículos, especialmente pelas redes sociais. Ele representa uma nova geração interessada no segmento, que também influencia o mercado. Segundo Rogério, pessoas mais jovens tendem a buscar carros das décadas de 1990 e 2000, enquanto modelos clássicos americanos com motores V8 continuam sendo muito valorizados. Rogério ressaltou que o valor de um carro antigo está diretamente ligado ao gosto pessoal. Mais do que raridade ou preço de mercado, o que define um bom exemplar é a conexão emocional com o proprietário. Nesse sentido, o hobby vai além da coleção: é uma forma de preservar histórias, construir memórias e compartilhar experiências entre gerações.