Skip to content

Saúde

Emoção, Afeto e Comportamento: nova geração de jovens são individualistas, mas com necessidades de grupo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Historicamente a transição entre a idade infantil, passando para a jovem e finalmente a adulta, é marcada por conflitos, medos e comportamentos diferentes a cada nova geração.  São sentimentos complexos onde muitas vezes desencadeiam conflitos dentro das famílias, pelo fato dos demais membros não saberem lidar com estas mudanças e incertezas, normais em certa faixa de idade.

O assunto foi debatido no programa Emoção, Afeto e Comportamento da última semana na Uirapuru.  Apresentado pelo médico psiquiatra Dr. Érico Hecktheuer e Vinícius Brammer, o programa recebeu em sua mais recente edição a psicóloga e especialista Andressa Ferrari Faria.

A profissional explicou que há uma nova definição científica de quanto tempo dura a adolescência hoje.  Os cientistas estipularam que ela não para aos 19 anos, mas sim avança até os 24.  Com isso é comum um turbilhão de sentimentos durante uma fase de transição denominada “adultecer” e que agora é mais longa.  Cada geração é diferente da sua anterior.

Explicou que, o que se vê hoje, com os adolescentes atuais, é uma pessoa muito individualista, mas que doa sentimentos de forma fácil, de forma intensa.  Ao mesmo tempo ele tem necessidade de grupo, ou seja, precisa estar acompanhado, compartilhar sua rotina. Esta necessidade de grupo é o que requer certa atenção, uma vez que, para ser aceito ou seguir o comportamento do grupo, ele pode reprimir algo individual, iniciando conflito com seus princípios apenas para agradar ou obter a aprovação dos demais.