Emoção, Afeto e Comportamento: maldade pulsa na mente humana, mas consciência de certo e errado inibem atos
Nos últimos dias uma série de atos criminosos cruéis chocou o Estado. Atos deste tipo não são uma novidade, mas quando ocorrem escancaram a perversidade humana. No mais recente caso, uma mulher matou a amiga grávida para roubar o bebê, fingindo que deu a luz às custas de um crime cruel. A mulher não só matou a amiga, mas também fez um parto improvisado e matou também a criança. A perversidade deste ato foi debatida no programa Emoção, Afeto e Comportamento.
Apresentado pelo psiquiatra Érico Hecktheuer, o programa contou com a participação do psicanalista José Júlio Abuchaim. O psicanalista disse que, barbaridades não são cometidas por alguém de uma hora para outra, em um impulso. São indivíduos com um problema antigo e mais complexo que culmina em um ato de loucura.
Avaliou que com o objetivo de ter um filho para si, poderia ter havido outros atos sem um assassinato. Ao realizar o ato violento esta pessoa mostrou um traço de psicose, sem se importar com os meios para ter o que queria. Abuchaim avaliou que o sentimento de perversidade ou maldade existe dentro de todas as pessoas, mas a consciência ou também chamada de mora é a barreira que inibe estes atos.