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Geral

Emoção, Afeto e Comportamento: luto pode durar a vida toda, mas é preciso aprender a lidar com isso

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A pandemia trouxe mudanças drásticas no mundo e levou pessoas, deixando com isso o luto.  De uma maneira rápida o vírus agravou condições de saúde e causou até mesmo a morte de quem levava uma vida normal. Em paralelo a isso os óbitos por acidentes ou outras doenças não deixaram de ocorrer e, em pouco tempo, famílias se viram restritas dentro de casa e sem alguns de seus membros, repensando a forma como levaram suas vidas. Hoje, desde o início da pandemia, 715 moradores de Passo Fundo perderam a vida.  Toda essa pressão e perdas acabam se agravando a medida que o final de ano se aproxima.  É notório esse reflexo diante do aumento nos atendimentos do Centro de Valorização da Vida- CVV, que atende via telefone pessoas que estão com problemas e assim previne o suicídio.

 

O tema foi debatido no programa Emoção, Afeto e Comportamento, apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer e que teve a participação da psicóloga, doutora e pesquisadora sobre o luto, Ciomara Benincá.  Conforme ela o luto é o sentimento de perda que muda completamente o comportamento da pessoa. Ciomara alerta que há uma percepção errada de muitas pessoas quando dizem que é preciso superar o luto a qualquer custo.  Ela pontua que, para alguns, talvez o luto nunca seja superado e aquele indivíduo vai conviver com o sentimento de perda, com a falta, ao longo de toda a sua vida.  Ela frisa que é preciso encontrar uma forma de conviver, de lidar com essa perda sem causar mais danos. Neste contexto é importante ter consciência e respeitar essa situação.