Emoção, Afeto e Comportamento: intimidade emocional fortalece relações entre médico e paciente
Em tempos de pandemia as relações entre médicos e pacientes estão cada vez mais frequentes na vida de todos. Seja por problemas causados pelo vírus ou demandas reprimidas, o contato médico tem e tornado frequente. No entanto, a boa relação entre o médico e o paciente muitas vezes é um desafio para os profissionais e para o paciente.
O assunto foi abordado na última edição do programa Emoção, Afeto e Comportamento, na Uirapuru. Apresentado pelo psiquiatra Erico Heckheuer, o programa contou com a presença do médico psicanalista Dr. José Júlio Abuchaim. O psicanalista explicou que a medicina atual é bem diferente de 30 anos atrás, pois há mais recursos para diagnosticar problemas.
Explicou que, quando se formou em medicina, o trabalho era diferente na forma como era exercido, mas a missão de curar continua a mesma. A pandemia trouxe um fenômeno onde as pessoas estão conectadas, falam com frequência com as outras, mas ligadas na rede, pelo computador ou celular.
No entanto, esta mesma relação não acontece de forma tão intensa ao vivo, com contato pessoal. Para Abuchaim, no passado esta relação existia e tornava mais fácil o tratamento do paciente. Abuchaim acredita que somente conquistando a intimidade emocional por parte do médico ao paciente será possível conseguir também qualidade no tratamento de saúde. Esta intimidade começa a ser criada ouvindo, entendendo, se tornando parte da vida do paciente, explicou o psicanalista.