Emoção, Afeto e Comportamento: aposentadoria programada não é algo para todos, explica especialista
Um dos setores que mais consomem recursos federais hoje é o previdenciário. Com a população vivendo mais, mesmo tendo ajustes recentes no fator previdenciário, as concessões de aposentadoria preocupam o governo pelo aumento. No entanto, o pagamento individual aos aposentados geralmente é baixo, privando os mesmos de muita coisa ou, em certas situações, só cobrindo remédios e alguma despesa. Neste aspecto surge a necessidade da previdência planejada de forma particular. Isso nada mais é que um plano de aposentadoria paralelo, onde a pessoa planeja algo para ter retorno quando se aposentar, não dependendo só do governo. Mas será que isso é uma tarefa acessível para todos? O assunto foi debatido no programa Emoção, Afeto e Comportamento na Uirapuru.
Apresentado pelo médico psiquiatra Erico Hecktheuer, o programa contou com a participação do convidado Iuri Silva, que é especialista em investimentos e trabalha no campo da assessoria deste setor. Conforme ele, tudo inicia na cultura nacional de consumo imediato e o mínimo poupado. Com as redes sociais isso é potencializado e o resultado é imediatismo. Soma-se a isso o fato do brasileiro, em média, ser pobre e com alto custo de vida. O reflexo disso é a criação de uma sociedade onde as pessoas trabalham em mais de um local para dar o giro. Desta forma, o especialista diz que planejar a aposentadoria não é algo para todos, pois para muitos a vida será apenas driblar os custos do hoje.