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Saúde

Emoção, Afeto e Comportamento: adolescentes são mais vulneráveis ao suicídio, o que demanda atenção

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Estamos vivendo o Setembro Amarelo, marcado por ações de prevenção ao suicídio. Recentemente foi divulgado um dado alarmante de que a cada 10 minutos, um adolescente tenta tirar a própria vida no Brasil. O dado é fruto de um levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).  Segundo o estudo, cerca de mil adolescentes perdem a vida por suicídio a cada ano no país.  Este assunto foi abordado no programa Emoção, Afeto e Comportamento.  Apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer, a mais recente edição do programa recebeu o médico psiquiatra José Saraiva Júnior, que também é professor da Faculdade de Medicina da UPF e da Atitus Educação.

Segundo ele, falar abertamente sobre o assunto é essencial para desmistificar preconceitos, reforçando que o suicídio está ligado a um problema de saúde mental e não a fraqueza ou falta de vontade. Isso pode fazer as pessoas entenderem a situação, pedirem ajuda e entenderem que há gente interessada em ajudar. O psiquiatra destacou que a intenção suicida é consequência de intenso sofrimento, muitas vezes invisível, e que a tentativa de tirar a própria vida deve sempre ser encarada como um pedido de ajuda.

A pessoa não quer morrer, ela quer se livrar de uma dor insuportável e da desesperança de que essa situação possa passar. O doutor Saraiva também ressaltou que o público adolescente é especialmente vulnerável por fatores biológicos e sociais. Ele explicou que o excesso de dopamina no cérebro nessa fase da vida favorece impulsividade, aproximação de grupos e comportamentos de risco.  Sem apoio e diálogo, esse contexto pode intensificar o sofrimento emocional.

Apesar da gravidade, o psiquiatra lembra que a prevenção é possível: buscar ajuda profissional, abrir espaços de escuta e compreender que depressão e ideação suicida são doenças que podem ser tratadas. Ele reforça ainda a importância de movimentos como o Janeiro Branco, voltado à saúde mental, e da criação de canais de acolhimento em famílias, escolas e comunidades.