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Geral

Emoção, Afeto e Comportamento: acolhimento familiar deve marcar as festas de final de ano

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Catedral Nossa Senhora Aparecida terá programação especial para o Natal
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O programa Emoção, Afeto e Comportamento, apresentado semanalmente na Rádio Uirapuru por Érico Hecktheuer, recebeu em sua edição mais recente o Padre André Variza, pároco de São Expedito do Sul e também psicólogo, atualmente concluindo doutorado em Psicologia. Reconhecido pela postura sensível, estudiosa e acolhedora, o convidado conversou sobre fé, perdão, saúde mental e o espírito natalino.

Durante a entrevista, Padre André explicou o conceito que chamou de paternidade pastoral, que representa o compromisso, o cuidado e o vínculo afetivo do sacerdote com a comunidade. Segundo ele, ser padre hoje exige mais do que celebrar missas ou acompanhar catequeses. Envolve assumir histórias, escutar com atenção e oferecer presença e acolhimento em uma época marcada pelo que descreveu como uma pandemia emocional, relacionada à falta de tempo, ao excesso de demandas e à dificuldade de falar sobre si mesmo.

O tema central de sua pesquisa de doutorado, que estuda o luto invertido de pais que perderam filhos e analisa como a fé católica pode auxiliar na adaptação a essa dor profunda, também foi destaque. O padre explicou que sua pesquisa compara famílias sem fé com famílias católicas praticantes, observando como a dimensão religiosa interfere na capacidade de ressignificar a perda. Ressaltou que não se trata de superar ou esquecer, mas de adaptar-se à nova realidade, preservando a memória como presença viva.

Em sua atuação pastoral, o padre acompanha grupos de apoio formados por pais que acolhem outros pais enlutados, oferecendo amparo e esperança. Padre André alertou ainda para o cuidado necessário com essas famílias durante o período de festas de final de ano, quando lembranças e sensibilidades se intensificam. Para ele, o espírito natalino só ganha sentido pleno quando inclui acolhimento, empatia e presença afetiva junto de quem vive o vazio deixado pela perda.