Embarque pela dianteira dos coletivos e fim da venda de passaginhas físicas: bilhetagem eletrônica moderniza operações na cidade
Passo Fundo já vive um momento de transformação no transporte coletivo urbano. Na última semana ocorreu uma reunião entre a direção da empresa Coleurb, a qual agora é controlada por outros proprietários, e a Prefeitura de Passo Fundo, destacando a transição do antigo sistema de fichas plásticas, conhecidas como passaginhas, para o modelo de bilhetagem eletrônica. A Coleurb gerencia o processo de implementação do sistema, que também acontece nos ônibus da Codepas. Juntas, as empresas somam 114 veículos em circulação. O processo está seguindo de forma rápida e nesta semana os equipamentos que farão a leitura deste sistema terão a instalação iniciada.
A Uirapuru conversou na manhã de ontem (17) com o Diretor da Coleurb, Carlos Henrique Pereira, o qual explicou sobre a transição em andamento. Conforme ele, cada cartão eletrônico será individual, vinculado a um CPF. As empresas que fornecem o transporte farão um cadastro para o primeiro cartão de cada usuário. Na próxima semana a COLEURB criará um material de divulgação para o processo de confecção destes cartões. Destacou ainda que no final do mês haverá uma inversão de fluxo dentro dos coletivos.
A entrada dos coletivos será pela porta dianteira e a saída pela traseira. A mudança será por questões de segurança, evitando que o usuário passe na frente do ônibus. O Diretor também disse que, mesmo com a bilhetagem eletrônica, os cobradores continuam atuando normalmente, sendo peças fundamentais na orientação diante da novidade do sistema eletrônico. Disse ainda que a bilhetagem eletrônica inicia em agosto.
Serão dois momentos, com as passagens estudantis atuais trocadas por créditos nos próximos dias e, a partir de agosto, também não serão mais vendidas as fichas antigas para passageiros em geral. No entanto, as atuais passaginhas seguirão sendo aceitas, ainda sem prazo final. Para o diretor, além da praticidade, o bilhete eletrônico acabará também com a ilegalidade nas vendas de fichas antigas, um problema histórico e que prejudica o sistema como um todo.