Emater valida programa de qualificação e valorização da erva-mate que beneficiará produtores da Região
O Rio Grande do Sul tem uma parcela significativa da produção de erva-mate no país. Das 602 mil toneladas de folhas de erva-mate anuais, 276 mil toneladas provem das propriedades rurais gaúchas. São ao todo 14 mil estabelecimentos rurais, concentrados basicamente na metade Norte do Estado. O Rio Grande do Sul também é responsável por 75% do consumo do produto no Brasil.
Com base nesses números, que demonstram a importância da cadeia ervateira no Estado, que foi criado o Programa Gaúcho para Qualificação e Valorização da Erva-mate.
O projeto foi lançado em março e agora está sendo validado pela Emater/RS-Ascar junto aos cinco principais polos ervateiros: Planalto/Missões (Palmeira das Missões), Alto Uruguai (Erechim), Nordeste (Machadinho), Alto Taquari (Arvorezinha e Ilópolis) e Vale do Taquari (Venâncio Aires).
Conforme o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, Ilvandro Barreto de Melo, primeiro foi feito um diagnóstico em cada um dos polos para identificar as carências e as potencialidades. Após, foram analisados os cenários nacional e mundial da erva-mate.
A partir disso, foram determinadas ações para que o programa tivesse êxito e resultados efetivos ao setor, como boas práticas agrícolas de produção e de boas práticas para fabricação da erva mate e derivados, com capacitação de toda a cadeia.
Melo explica que o programa busca qualificar a produção da erva-mate tanto no campo, quanto na indústria, aperfeiçoar os mecanismos de viabilidade da atividade e propiciar a valorização genética dos ervais gaúchos.