Em visita na Manitowooc, vereadores cobram da empresa uma solução para retomar área cedida
Uma comitiva composta pelos vereadores de Passo Fundo realizou, na tarde de hoje (12) uma visita as dependências da sede da Manitowoc em Passo Fundo. A reunião, solicitada pelo presidente Patric Cavalcanti (DEM), objetivava avaliar e ouvir da empresa um posicionamento sobre a sua permanência na cidade.
Os parlamentares foram recepcionados pelo controller na América Latina, Fábio Costa, e pelos advogados Osmar Teixeira e Marcelo Gonçalves.
Em entrevista na Uirapuru, o vereador Patric Cavalcanti explicou que os parlamentares ouviram de Costa que, apesar da suspensão da operação industrial, hoje a empresa continua realizando a venda de peças e serviços, através da unidade de Passo Fundo, mantendo 12 funcionários de um total de 150.
O responsável pela unidade afirmou que a suspensão foi necessária devido às condições desfavoráveis de mercado, juntamente com outros fatores políticos, sociais e econômicos, que diminuiu a demanda dos produtos.
Para o vereador Patric, isso foi um reflexo direto da crise política, que atingiu o setor da construção civil e industrial, o que demandava pelos equipamentos construídos em Passo Fundo. Patric citou os investimentos feitos, tanto pela empresa, tanto pelo município, já que a área foi doada para a empresa e toda a infraestrutura fornecida.
No período de funcionamento da fábrica (2012 a 2016) a empresa investiu R$ 100 milhões na unidade de Passo Fundo. Ao total a empresa pagou, até 2016, cerca de R$ 11 milhões de impostos, sendo que destes, R$ 3 milhões foram revertidos ao município. Ela precisa quitar, ainda, o montante de 28 milhões em débito com o Badesul, oriundos do financiamento para a construção.
Agora os vereadores planejam discutir alternativas para que novas empresas interessadas possam usar o espaço cedido à Manitowooc. Para isso, a Câmara de Vereadores moveu uma ação civil pública, onde coloca a Manitowooc e o Município como réus, pleiteando a devolução da área para a cidade.
Na época da concessão, o município cedeu uma área de 45 hectares, sendo que destes somente 18 estão sendo ocupados. O vereador explicou que o MP se mostrou favorável para que Passo Fundo retome a área e agora estão em fase de ouvir testemunhas enquanto o processo corre.