Em protesto, Sindisaúde cobra recursos para o piso nacional da enfermagem e manutenção da saúde
No último dia 4 de agosto o STF suspendeu o pagamento do piso nacional da enfermagem, aprovado pelo governo federal. A lei, agora suspensa, fixou o piso salarial de enfermeiros em R$ 4.750. Este valor é superior ao pago hoje na maioria dos Estados e trouxe preocupação entre hospitais sobre como vão conseguir os recursos. A mesma preocupação motivou o STF a suspender o piso. O piso baliza também os valores dos técnicos de enfermagem e dos auxiliares em 70% e 50% do piso dos enfermeiros, respectivamente. O julgamento da suspensão pelo Supremo iniciou hoje (9).
Esta suspensão motivou um grande ato nacional de protesto também hoje (9). O ato aconteceu também em Passo Fundo, sendo organizado pelo Sindisaúde. A entidade reuniu trabalhadores na Praça Tamandaré, próximo do Hospital São Vicente de Paulo e realizou uma caminhada pela Rua Teixeira Soares, chamando a atenção da comunidade para a situação vivida pelos profissionais.
A diretora do Sindisaúde, Terezinha Perissinotto, falou ao vivo na Uirapuru sobre o ato e explicou que a classe esteve à frente da pandemia sem escolha. Pela profissão, deixaram suas famílias e enfrentaram a incerteza do novo vírus enquanto muitos puderam ficar em casa.
Sobre o piso nacional, Terezinha frisou que entende a situação dos hospitais, mas disse que o congresso nacional deve viabilizar recursos pelo fundo de custeio. Com este dinheiro poderá ser pago o piso da enfermagem e também repassar valores para a saúde. Frisou que há cortes no SUS que vão afetar duramente a saúde e se não houver recursos neste sistema, não haverá também atendimento para a população.