Em poucos dias, perícia deve apontar se Manitowoc cumpriu protocolo de intenções
No início desse mês, foi realizada uma audiência de conciliação entre as partes envolvidas no processo de destinação da área da Manitowoc. O terreno em questão possui 450 mil metros quadrados, fica às margens do quilômetro 126 da BR 324, e foi doado pela prefeitura à multinacional, em 2011. Na época, conforme acordo com a Administração municipal, a Manitowoc deveria gerar emprego e renda, o que não aconteceu porque anos mais tarde a unidade suspendeu as operações. Desde então, o futuro da área é tema de discussão na justiça.
Na reunião de conciliação, todos concordaram que a cidade não pode sair prejudicada ou lesada, já que investiu cerca de R$ 8 milhões para o empreendimento acontecer. Foi combinado que, antes de qualquer decisão, seria aguardado o resultado da perícia técnica solicitada pela Manitowoc, que apontaria os investimentos feitos por ela no local.
O vereador Patric Cavalcanti, autor de uma ação popular que solicita a devolução da área ao patrimônio do município com todas as benfeitorias, não concordou com alguns pontos do laudo apresentado e o documento foi impugnado.
Falando na Uirapuru, a juíza da Vara da Fazenda de Passo Fundo, Doutora Rossana Gelain, que acompanha o caso, explicou que, com base nas circunstâncias, achou oportuno solicitar um laudo complementar. A ideia é esclarecer se a Manitowoc cumpriu ou não o protocolo de intenções que assumiu com a prefeitura.
Foi dado o prazo de 10 dias para a conclusão do laudo.