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Cidade

Em Passo Fundo, embaixadora do Senegal quer facilitar acesso de imigrantes ao curso superior

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Os senegaleses já fazem parte do cotidiano de Passo Fundo. Facilmente são encontrados em setores do mercado como supermercados, lancherias e empresas do ramo da alimentação, mas muitos querem e podem ir além, ainda que com obstáculos.

 

Hoje, na hora de ingressar em uma universidade, o imigrante encontra uma série de dificuldades para validar os certificados e os diplomas obtidos no Senegal.

 

A embaixadora do Senegal no Brasil, Fatoumata Binetou Correia, tem levado à discussão esse tema nos locais por onde passa. Ontem (14), pela primeira vez, esteve em Passo Fundo, onde há uma grande colônia de senegaleses instalada. Ela se reuniu com o reitor da Universidade de Passo Fundo (UPF), José Carlos Carles de Souza.

 

Em entrevista à Uirapuru, a embaixadora frisou que as universidades brasileiras precisam trabalhar com a embaixada na agilização do processo de validação dos documentos e para facilitar a integração dos senegaleses nas cidades.

 

Contou que os primeiros senegaleses que chegaram ao Brasil tinham como objetivo estudar. Depois mais imigrantes enxergaram no país, principalmente no Rio Grande do Sul, que conta hoje com cerca de quatro mil senegaleses, e em cidades como Passo Fundo, mais possibilidades de trabalho.

 

Questionada sobre muitos atuarem no comércio ambulante, destacou que o mesmo acontece no Senegal, mas o ideal era que tivessem um local próprio.

 

O reitor da UPF, José Carlos Carles de Souza, destacou que a universidade, dentro do seu caráter comunitário e acolhedor, dispõe de algumas oportunidades de formação para imigrantes em cursos de graduação, pós-graduação e em projetos de extensão.

 

O reitor destacou que a visita também visa estreitar relações entre a UPF e as universidades do Senegal para possíveis convênios e iniciativas de interesse comum entre as instituições.