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Saúde

Em meio a falta de doses no mundo, Passo Fundo tem pessoas escolhendo qual vacina querem tomar

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
São Paulo - Vacinação contra covid-19 aos profissionais da saúde do Hospital das Clínicas, no Centro de Convenções Rebouças.

A corrida pelas vacinas contra o Coronavírus mobilizou cientistas e a cadeia produtiva no mundo de uma forma nunca antes vista. Em um feito da humanidade conseguiu-se desenvolver vacinas eficazes em apenas um ano, sendo que normalmente um trabalho assim poderia levar uma década. No entanto, a necessidade mundial pelas doses fez a produção ser disputada por cada país.

Hoje o Brasil avança na imunização, fazendo uso de vacinas diferentes entre si, fabricadas por laboratórios distintos, mas que cumprem com a tarefa de proteger as pessoas.  Por usarem tecnologias e materiais diferentes entre si, algumas acabam gerando mais reações á imunização do que outras.  É o caso da AstraZeneca, que reporta o maior número de reações.

No entanto, as reações não passam de uma febre leve ou dor no corpo por até dois dias.  Especialistas já explicaram que essa reação é a resposta de que a vacina está funcionando muito bem.  Ela induz o corpo a pensar que está sendo infectado e gera uma resposta imunológica forte, podendo assim manifestar os sintomas leves pelo curto período de 48hs.

Atualmente Passo Fundo segue com imunização de pessoas dentro da faixa dos 40 anos, sendo uma das cidades que mais vacina.  No entanto, diariamente a Uirapuru recebe ligações de pessoas pedindo qual é a fabricante da vacina disponível.  Na manhã de ontem (17) a Uirapuru esteve no CTG Lalau Miranda, onde corria a vacinação em um momento histórico, da população sem comorbidades e não idosa, e conversou com a Secretária de Saúde Cristine Pilatti.

A Secretária confirmou e lamentou que alguns estejam se dando ao luxo de escolherem qual fabricante querem receber a vacina.  A Secretária disse que já foram registrados casos onde a pessoa, sentada na cadeira, dentro do CTG, prestes a receber a dose, levantou e foi embora ao saber que a vacina não seria a de sua escolha ou agrado.  Reforçou que todas as vacinas aplicadas passaram pelos rigorosos testes, tem eficácia comprovada e são seguras, devendo a população apenas ir e receber a dose.

Alertou que ao perder tempo rejeitando vacinas de um fabricante, a pessoa fica por um período maior vulnerável ao vírus em um momento de pressa pela imunização./Citou o exemplo dos casos de comorbidades, que ainda há alguns escolhendo a fabricante que querem receber, mais de um mês depois da imunização estar disponível pra elas.  Destacou que colegas , em São Paulo, fizeram um levantamento de uma cidade onde todos que estavam intubados no hospital local não tinham recebido nenhuma dose da vacinação.