Skip to content

Geral

Em entrevista à Uirapuru, passo-fundenses relatam tensão em Doha em meio à escalada da guerra no Oriente Médio

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

A escalada da guerra no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, tem impactado diretamente a vida de milhares de moradores da região, que convivem diariamente com medo, incerteza e dificuldades provocadas pelo conflito.  Entre os afetados também estão cidadãos do Brasil que vivem ou trabalham na região e acompanham com preocupação o agravamento da situação enquanto tentam manter a rotina em meio ao cenário de tensão.  Esse é o caso dos passo-fundenses Luisa Simoni e de seu marido, Cristian Dal’ Bello, que atualmente moram em Doha, no Catar.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, Luísa relatou que os moradores passaram a ouvir fortes barulhos desde o último sábado, provocados pela interceptação de mísseis na região. Segundo ela, o governo envia alertas diretamente aos celulares da população orientando que as pessoas permaneçam em casa sempre que há risco.  Luísa explicou que, apesar da tensão, a cidade não chegou a ser atingida diretamente e que os barulhos ouvidos pelos moradores são resultado da interceptação de mísseis antes que eles atinjam áreas urbanas. Conforme ela, sempre que há alertas, a recomendação das autoridades é evitar sair de casa e permanecer em local seguro.

O casal vive em um prédio residencial e, no local, não há bunker ou abrigo específico, por isso a orientação principal é permanecer dentro de casa até que a situação esteja controlada.  A rotina também foi alterada nos últimos dias.  De acordo com a brasileira, algumas atividades passaram a funcionar de forma remota e estabelecimentos considerados não essenciais chegaram a fechar temporariamente. Academias e outros serviços reduziram o funcionamento, enquanto permanecem abertos apenas os locais essenciais, como supermercados e serviços básicos.

Outra preocupação dos moradores foi a suspensão de voos no aeroporto de Doha, que permaneceu fechado após o início das tensões mais recentes.  Luísa contou que ela e o marido chegaram a avaliar a possibilidade de deixar o país, buscando cidades próximas como Abu Dhabi ou Dubai, mas os aeroportos dessas regiões também tiveram restrições de funcionamento.  Mesmo diante do cenário de apreensão, ela afirma que a cidade segue funcionando e que o abastecimento não foi afetado, com mercados, água, combustível e outros produtos disponíveis normalmente.