Em depoimento contraditório Leandro Boldrini afirma ser inocente e que madrasta assumiu ter matado Bernardo
Em depoimento contraditório Leandro Boldrini afirma ser inocente e que madrasta assumiu ter matado Bernardo. Hoje (13) o julgamento do Caso Bernardo teve capítulos importantes. Foram ouvidas as últimas testemunhas que estavam arroladas para dar detalhes do crime para os jurados. Falaram o senhor Luís Omar Gomes Silva, que trabalhou com o médico fazendo reparos nas propriedades da família. A segunda testemunha de defesa de Leandro Boldrini, foi a professora Maria Lúcia Cremonese que deu aula para o réu na infância e é vizinha da casa onde ele morava. Ela conta que os pais de Leandro eram rudes, motivo pelo qual ele teria se tornado uma pessoa desatenta com o filho. O perito Luiz Gabriel Costa Passos foi a última testemunha a ser ouvida e confronta o laudo pericial do IGP, em relação as assinaturas de Boldrini, no que diz respeito aos receituários médicos – uma receita médica com a medicação usada na morte de Bernardo.
O jurista Jabs Paim Bandeira, que está em Três Passos junto com a repórter Cissa Battistella, avaliou que mesmo após os depoimentos das testemunhas é muito difícil que algo mude no resultado final do Júri. Jabs explicou que o inquérito está muito bem construído e quando o vídeo do corpo do menino for exibido no Tribunal, os jurados ficarão impressionados e isso pesará na condenação dos réus.
O momento mais marcante do julgamento ontem, foi o depoimento do pai do Bernardo. Leandro Boldrini começou sua fala dizendo que ainda sente amor por Bernardo e que lembra dele todos os dias. Afirmou ainda que a prisão é um inferno e que sofreu demais na cadeia. Leandro Boldrini se manteve muito frio e ponderado. Alumas situações expostas por ele não tinham sido reveladas até então. Ele contou o momento em que foi preso, por exemplo e referiu que ao ser algemado entendeu o que havia ocorrido, finalmente, o assassinato do filho. Afirmou que, após ser algemado, questionou a esposa Graciele se ela era responsável pela morte do filho e obteve resposta afirmativa, momento em que teria se descontrolado na delegacia.
Durante o interrogatório o réu Leandro Boldrini não respondeu mais as perguntas do promotor Ederson Vieira, a pedidos da defesa, que interferiu alegando que a acusação estaria faltando com a educação. A defesa ainda afirmou que vai pedirá a nulidade do que já foi respondido por Boldrini para o mesmo promotor.