Eleitor brasileiro não tem maturidade para absorver alterações propostas na Reforma Política afirma historiador
O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), novo relator da Reforma Política, que está em votação no Plenário, apresentou, na tarde de ontem (26), o texto que pretende aprovar na Câmara.
Os líderes partidários se reuniram na Presidência da Casa para discutir os principais itens. Rodrigo Maia defende o fim do voto obrigatório e o sistema eleitoral chamado distritão, em que deputados e vereadores passem a ser eleitos também pelo sistema majoritário, ao invés do proporcional, como ocorre atualmente.
No voto distritão, estarão eleitos os candidatos mais votados na circunscrição eleitoral, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido. Ele também quer alterações na maneira de financiar campanhas. Outra alteração significativa é o fim da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos.
O historiador e jornalista Maurício Paim afirmou que o fim da reeleição pode ser positivo, pois hoje os primeiros quatro anos de mandato são sempre lentos, ganhando atenção dos políticos quando se aproxima o período da reeleição.
Para ele apenas um mandato pode ser benéfico, acabando com o chamado cabide de políticos. Sobre o possível fim do voto obrigatório, para ele os eleitores brasileiros ainda não estão preparados para lidar com esta mudança. Maurício Paim acredita que, por não ser obrigatório, o voto poderá se tornar alvo de moeda de troca, sendo comprado em uma escala muito maior do que o que já se pratica hoje.
Ele acredita que estas mudanças só serão possíveis quando os eleitores brasileiros desenvolverem uma consciência política ampliada, diferente do que acontece atualmente.