Eleito presidente do TSE, Moraes diz que Justiça não vai tolerar ataque de milícias digitais
Eleito presidente do Tribunal Superior Eleitoral, nesta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes exaltou a democracia e a segurança das urnas eletrônicas. Disse que a Justiça não vai tolerar ataques de milícias digitais contra a democracia.
“Os brasileiros e brasileiras merecem em 2022, da Justiça Eleitoral e de todos os poderes e instituições do país, eficiência, segurança, transparência e respeito à soberana vontade popular. Eles não merecem a proliferação de discursos de ódio, noticias fraudulentas e da criminosa tentativa da cooptação, por coação ou medo, de verdadeiras milicias digitais”, apontou.
Moraes disse que, em virtude da pandemia da Covid-19, o momento é de reconstrução espiritual e econômica e que os eleitores merecem “esperança nas propostas e projetos sérios de todos os candidatos”.
No discurso de despedida, Edson Fachin, que deixa a presidência ressaltou que a “sucessão democrática no exercício dos cargos mais elevados da República, sem percalços e observadas as regras já conhecidas do jogo, seja no âmbito interno da Justiça Eleitoral, seja nas eleições gerais, é um sinal indelével e inapagável da atuação serena, firme e constante da justiça eleitoral no âmbito da republica brasileira”.
“Traz-me tranquilidade a certeza de que a condução dos afazeres da Justiça Eleitoral estará, a partir de 16 de agosto, sob a batuta do ministro Alexandre de Moraes”, celebrou o atual presidente do TSE.
A eleição é uma formalidade de praxe que é feita pelo TSE. Atualmente, Alexandre de Moraes ocupa o cargo de vice-presidente. Em agosto, com a saída de Edson Fachin, atual presidente, Moraes passará a presidir a Corte Eleitoral e comandará a organização as eleições de outubro. O novo vice-presidente será o ministro Ricardo Lewandowski.
O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e dois advogados com notório saber jurídico indicados pelo presidente da República.