El Niño seguirá atuando até o próximo inverno, projeta meteorologia
Os efeitos do El Niño devem ser sentidos por ainda muitos meses no Brasil e em especial no Rio Grande do Sul. O fenômeno traz duas situações diferentes no norte e no sul do país. Enquanto no norte há seca, no sul há muita chuva. Esta não é a primeira vez que o fenômeno é registrado, mas é um dos mais intensos em anos. Tudo acontece devido ao aquecimento de águas na região equatorial, no mar.
Tal aquecimento desequilibra o sistema, gerando o fenômeno. Passo Fundo sentiu este desequilíbrio, com muita chuva, de forma mais intensa em setembro, mês também marcado por enchentes históricas no Estado. Naquele mês a anomalia de temperatura das águas chegou próximo ao nível em que se projeta um super El Niño. Agora, dados analisados pela MetSul Meteorologia, mostram que este aquecimento e consequente El Niño seguirão por um longo período.
A empresa, uma referência em meteorologia, divulgou nesta semana que “a tendência é de o fenômeno El Niño seguir influenciando o clima nos próximos meses e com perspectiva de as águas aquecerem ainda mais na porção Centro-Leste do Pacífico com a consequente intensificação do fenômeno. ”
A MetSul também divulgou que “de acordo com o conjunto médio das projeções, o máximo de intensidade deste evento de El Niño seria alcançado entre dezembro e o começo de 2024”. O fenômeno encerrará, segundo a análise, dentro do primeiro semestre de 2024, entrando em neutralidade somente entre maio e junho de 2024, já no inverno, quando assim não influenciará o clima para mais ou menos chuvas no país.
Dados atualizados deste mês mostram que outubro já teve 400 milímetros de chuvas em Passo Fundo, até a medição da última quinta-feira. Isso representa 66% acima da média para o mês na cidade, que é de 239.4 milímetros. Um novo episódio de chuva está previsto para a próxima segunda-feira (23).