Eduardo Leite renuncia ao Governo do Estado e vice Ranolfo assume a partir de quinta
Na tarde desta segunda-feira (28), Eduardo Leite anunciou, em coletiva de imprensa, sua renúncia ao Governo do Rio Grande do Sul. A última vez que um governador do Estado renunciou ao cargo para concorrer a outro posto foi em 1990, quando Pedro Simon (MDB) ingressou na disputa por uma vaga no Senado. O vice Sinval Guazzelli (MDB) assumiu o Palácio Piratini na época. Com a decisão de hoje, o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) assume o posto de Eduardo Leite.
Na Uirapuru, Eduardo Leite declarou que a decisão foi tomada após profunda reflexão em torno de um momento difícil na política, mas sempre com o mesmo sentimento de como pode ser útil na vida pública. Conforme Leite, seu objetivo é fazer uma política com mais tolerância e respeito, por isso está a disposição do Brasil.
Ainda, ele afirmou que pesou muito na decisão a participação do vice-governador Ranolfo, ao qual ele declarou ter absoluta confiança para conduzir o Estado a partir de agora. Eduardo Leite também confirmou que na quinta-feira (31) deve ser realizado o ato de transferência de cargo.
O governador também destacou que sai deixando o Rio Grande do Sul com as contas em dia, capacidade de investimentos, além de mais de 2.400 projetos do Programa Avançar que exigem foco e dedicação na entrega. Eduardo Leite afirmou que o Estado exige continuidade no seu funcionamento, sem distrações com outros temas, por isso renunciou ao cargo.
Após confirmar permanência no PSDB, Eduardo Leite se coloca a disposição do partido
Ainda durante a coletiva de imprensa, Eduardo Leite também falou, em tom eleitoral, que negou o convite de Gilberto Kassab para filiar-se ao PSD e anunciou que continua no PSDB. No entanto, ele não confirmou diretamente seus planos futuros, mas ressaltou que, ao deixar o cargo de governador neste momento, fica à disposição do Brasil.
Conforme Eduardo Leite, a renúncia lhe abre diversas possibilidades e não retira nenhuma. Ele explicou que a lei eleitoral exige que o político esteja fora de um cargo executivo para poder concorrer novamente, a não ser que a única alternativa que se visualize seja a reeleição. Ao renunciar o mandato de governador, ele afirma que poderá apresentar-se para estar onde possa contribuir neste momento político do Brasil, o qual considera crítico.
Falando sobre as prévias do PSDB, onde o governador de São Paulo, João Dória, foi eleito pelo partido para concorrer ao Governo Federal, Eduardo Leite declarou que o que está em jogo é o Brasil e não os projetos pessoais. Ele declarou que respeita a decisão das prévias e que elas são legitimas, mas salientou que as eleições envolvem outros partidos e forças que não foram consultados, mas se alinham e buscam caminhos em comum. Por isso, é preciso entender qual caminho será seguido a partir de sua renúncia, que criará diversas novas alternativas.
Mesmo sem confirmar quais serão seus próximos passos, Eduardo Leite deixou claro que atuará na Eleição de outubro, a qual ele considera a mais decisiva e importante da história recente do país.