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Política

Eduardo Cunha tem seus direitos políticos suspensos pelo MPF

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O Ministério Público Federal (MPF) protocolou na Justiça Federal do Paraná, hoje uma ação civil pública contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), por improbidade administrativa. Os procuradores pedem a suspensão dos direitos políticos do parlamentar por dez anos.

Conforme os investigadores, Cunha é beneficiário direto do esquema de corrupção instalado na diretoria Internacional da Petrobras, na cota do PMDB no esquema.

São citados ainda na ação a mulher do deputado, Cláudia Cordeiro Cruz, o ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada, o operador que representava os interesses do PMDB no esquema, João Augusto Rezende Henriques, e o empresário português Idalécio Oliveira.

O MPF aponta que foi acertado o pagamento de US$ 10 milhões em propinas para compras do direito de exploração petrolífera na África. Do total, US$ 1,5 milhão foi destinado diretamente para o presidente da Câmara.

 

“Era tamanha a intenção do deputado federal Eduardo Cunha em ocultar a titularidade das contas mantidas na Suíça, que, em formulário próprio, solicitou encaminhamento de correspondência da instituição financeira para endereço nos Estados Unidos, sob alegação de que o serviço postal em seu país de origem não seria confiável”, dizem os procuradores.

Além da perda dos direitos políticos, a força-tarefa da Operação Lava Jato no MPF pede reparação do dano no valor de US$ 10 milhões (o equivalente a cerca de R$ 35 milhões).

A ação por improbidade contra Cunha tramita na Justiça Federal por se tratar de matéria civil, que não tem relação com as imputações penais, que estão no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Constituição, parlamentares têm foro privilegiado no STF em questões criminais.