Editorial: Racional e bom senso prevalecendo à polarização: fim da guerra. Que venha a paz mundial!
No início desta semana o mundo todo foi presenteado com uma grande notícia: O fim da guerra entre Israel e o Hamas, grupo terrorista palestino. O mais recente conflito, iniciado há dois anos e que chega ao seu final agora, causou a destruição inteira de cidades na Faixa de Gaza, bem como milhares de vítimas fatais, a maioria inocentes, sem contar outros tantos milhares que agora irão recomeçar suas vidas, mas ainda com fome, saúde precária, sem escolas e muitos mutilados. Mas enfim, apesar das consequências, essa guerra parece chegou ao fim.
Será uma paz duradoura? Essa é uma resposta que apenas o tempo poderá dizer. Afinal, historicamente os povos que habitam na região da Palestina sempre estiveram em conflito, desde os tempos bíblicos. Esses conflitos foram agravados com a criação do Estado de Israel em 1948 e ao mesmo tempo, a não criação de um Estado Palestino. Esse, provavelmente, de todos os motivos, é o mais acentuado e que gera discórdias entre palestinos islâmicos e israelenses judeus.
Os momentos mais agravantes deste conflito, teve origem em 1917, quando o governo britânico expressou seu apoio a criação de um estado judeu na Palestina, através de uma declaração que foi endossada pela Liga das Nacões, antecessora da ONU. As negociações para que isso acontecesse foram interrompidas com a 2ª guerra mundial, onde o regime nazista dizimou 6 milhões de judeus. Ao final da guerra e com o mundo comovido com o holocausto judeu, fez com que a ONU acelerrasse e efetivasse a criação do Estado de Israel, porém, sem levar em consideração os povos nativos árabes que habitavam nesta mesma região, deixando-os simplesmente vagantes, apátridas.
A partir de então uma série de conflitos entre árabes e judeus foram registrados, sendo o primeiro em 1967, quando uma ofensiva israelense derrotou exércitos árabes unidos e devolveu o confronto israelense-palestino ao centro das atenções. Em junho daquele ano, A Guerra dos Seis Dias foi travada entre Israel e Egito, Jordânia, Síria. No final Israel duplicou suas terras e anexou inclusive a Faixa de Gaza. Hoje, essa pequena faixa litorânea abriga 2 milhões de palestinos. A região foi abandonada por Israel em 2005, permitindo que a mesma caísse sob o controle do Hamas.
Outros inúmeros conflitos foram registrados desde então. Porém, no início dos anos 90 houve uma das primeiras tentativas de pacificação, quando o presidente da Organização pela Libertação da Palestina, Yasser Arafat e o primeiro ministro israelense Yitzhak Rabin, após mediação do presidente norte-americano Bill Clinton, chegaram a assinar um acordo e receberam o Prêmio Nobel da Paz em 1994, pelos chamados Acordos de Paz de Oslo. Infelizmente tudo veio abaixo, quando em dezembro de 1995 Yitzhak Rabin foi assassinado por um extremista de direita, que era contra a paz.
Finalmente, após o mais recente conflito iniciado em 2023, com ataque terrorista do Hamas contra Israelenses com resposta em sequência de Israel que causou cerca de 70 mil mortos, o mesmo chegou ao fim. Para que isso acontecesse, o atual presidente norte-americano Donald Trump, teve um papel fundamental. Após vários dias de negociação, ele exigiu que o governo israelense encerrasse os ataques. A partir do cessar-fogo, foi possível novas negociações que deram fim ao conflito, bem como a devolução de reféns de ambos os lados. Sim, Trump tem usado essa sua vitoriosa capacidade de encerrar o conflito como bandeira política e que faça uso disso. O importante é que ele conseguiu acabar com a guerra. Agora, um novo processo, que promete também ser longo, terá início. Esse processo passa pela reconstrução das cidades, definição de quem irá governar a Faixa de Gaza, ampliar o reconhecimento e autonomia do Estado Palestino (que não é só Hamas) e tentar convencer o grupo Hamas a entregar as armas. Enfim, que esse processo dure o tempo que for necessário, desde que, ao final, ocorra de fato a Paz e as pessoas possam retornar às suas vidas com trabalho, saúde, educação e acima de tudo, respeito pelo próximo, independente do seu posicionamento ideológico ou religioso. Que venha a Paz e que o mundo possa viver novos tempos de progresso material e prosperidade humana com polarização e radicalismo não mais prevalecendo e bom senso, equilíbrio, racional dominando este planeta…