Skip to content

Geral

Editorial: até mais Edu!

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

“Foi assim que cada um de nós se manifestava na saída do Boka após estar realizado com saciação proporcionada pelos seus produtos inigualáveis.

Foram gerações de frequentadores que tinham no Boka quase uma extensão de suas casas e ali viveram muitos momentos de suas vidas, formando uma tradição que passou de pai para filho e chegando ao neto. Todos acabavam reconhecidos e vinculados ao Edu a ponto de sempre merecerem uma atenção, comentário ou lembrança de alguma passagem. Encontros, desencontros, amores e negócios aconteceram.

Na Uirapuru, muitas mensagens de carinho chegaram através do WhatsApp com depoimentos. Em uma delas, a mãe de um funcionário que teve lá o seu 1º emprego e permaneceu por 14 anos, lembrou da pessoa humana que era o Edu com seus colaboradores.

‘Vez ou outra ele dizia a seus funcionários: tragam hoje toda a tua família para fazer um lanche’, lembrou ela emocionada.

Outra característica marcante do Edu do Boka era defender seus amigos mesmo nos piores momentos. Edu foi exemplo de abnegação a uma atividade raramente vista. Esteve na linha de frente acompanhando cada detalhe por estes quase 50 anos. Poucas vezes saiu alguns dias de férias, ainda que forçado. Essa dedicação lhe trouxe os frutos de sucesso empresarial, aliado a seu feeling no trato com cada perfil de cliente que ali chegava. Era um mestre e doutor nesse quesito de lidar com pessoas dos mais variados vieses.

Por ali passa o bem rico, o mais humilde, o mais culto, o menos instruído, o mais idoso, o bem jovem, o mais social ao mais vulgar… Uma miscigenação quase inexplicável de conviverem num mesmo ambiente. Esse é o Boka do Edu.

Ele construiu e atraiu todos esses perfis. Talvez aí esteja o lastro do carisma grandioso que esta casa tem por quase 50 anos ininterruptos a ponto de sentirmos como um imã na hora de escolher em qual lugar ir ou levar alguém.

Lembro que há poucos anos nem mesmo estrutura de mesas , cadeiras e ar condicionado se tinha e todos íamos lá. Dizia Edu que tinha dificuldade de assimilar isso, pois receava que as pessoas passassem a ir no Boka por causa da cadeira, do ar condicionado e não pelo que servia e atendia. Evidente que se deu conta que frequentávamos pelo conjunto do Boka e qualidade do que oferece. Qualidade que era outro detalhe diferenciado do Edu. Ele mesmo comprava, testava, consumia, experimentava para depois liberar ao seu público, não aceitando que se mudasse ou alterasse o padrão sempre igual.

Por isso, quem comeu um X do Boka décadas atrás nunca mais esqueceu. E está ali igualzinho até hoje. Vincula isso a um ambiente com frequentadores interessantes para todos os tipos de pessoas e tá fechado o círculo virtuoso do sucesso e da felicidade. Edu era feliz ali assim. Era uma tortura para ele sair de férias e estar longe do Boka e das pessoas que ali estavam todos os dias do ano.

Por isso tudo aqui, vai nosso agradecimento e gratidão pela sua compaixão, pela sua discrição, pelo seu estímulo nas horas duras, pelas suas histórias que nos alegraram e até algumas brageradas que participaste ou fostes cúmplice. Obrigado pelo carinho e atenção com meu Pai, para comigo e com meu filho… Vá em paz junto ao Bom Deus, alma boa… Até a próxima!!! Até mais Edu!!!”