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Cidade

Edifício Gralha: comitiva vai a Porto Alegre buscar resolução do caso em reunião com Procurador do Estado

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

No final de abril, a Rádio Uirapuru trouxe à tona a situação das 16 famílias que residiam no antigo Edifício Gralha, em Passo Fundo. Naquela ocasião, em conjunto com o advogado Dr. Dani Costa Mendonça, os moradores aprovaram uma proposta de acordo para ser encaminhada ao Estado.

O acordo dependia da análise da Procuradoria do Estado, que teria um prazo de aproximadamente 15 dias para se manifestar. Desde então, a comunidade espera por uma resposta que ainda não chegou. O Edifício Gralha foi interditado em 2016 devido ao risco de desabamento, deixando 16 famílias sem ter onde morar. O processo judicial contra o Estado foi ganho em primeira instância, com uma condenação geral em torno de R$ 5,2 milhões. No entanto, enquanto o acordo não é formalizado, o valor da indenização continua a aumentar.

Em entrevista na Uirapuru, o presidente da Câmara de Vereadores, Saul Spinelli, que está à frente dessa questão desde o início, destacou que duas reuniões foram realizadas para discutir a proposta a ser entregue ao Estado. Um documento formal foi redigido pelo advogado Dr. Dani Costa Mendonça e apresentado às autoridades estaduais. No entanto, as recentes enchentes no Rio Grande do Sul desviaram temporariamente a atenção do governo, atrasando a resposta. Edifícios estaduais em Porto Alegre foram inundados, o que demandou recursos e esforços emergenciais do Estado.

Diante da situação, as 16 famílias, representadas por sua líder, o advogado Dr. Dani Costa Mendonça e o vereador Saul Spinelli, planejam uma nova investida. Conforme Spinelli, entre a próxima quinta e segunda-feira, eles se deslocarão para Porto Alegre para uma reunião com o Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. O objetivo é ouvir a posição oficial do Estado sobre a proposta e buscar uma resolução definitiva.

A proposta de acordo inclui relatórios sociais elaborados pelo secretário municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcas), Rafael Bortoluzzi, e sua equipe técnica. Esses relatórios destacam a precariedade das condições de vida atuais dos moradores, muitos dos quais são idosos, alguns com doenças graves como Alzheimer, e todos acima de 65 anos. O vereador Saul Spinelli enfatiza que resolver esse impasse é uma questão de resgatar a dignidade humana dessas famílias.

Ele destaca também que, após oito anos de espera, essas famílias merecem receber seus R$ 350 mil cada, valor que lhes permitiria adquirir novos apartamentos e reconquistar a dignidade perdida com a interdição do prédio.