Economista recomenda vender bens para pagar dívidas e fugir dos juros
Uma pesquisa do Banco Central revelou que a taxa de juros mais alta do mercado, hoje, é a do rotativo do cartão de crédito. A taxa subiu 13,1% pontos percentuais para 360,6% ao ano.
A pesquisa revelou ainda que a taxa do cheque especial chegou a 232% ao ano, em maio, com alta de 6% pontos percentuais. Para a economista e professora da UPF, Cleide Moretto, o consumidor deve evitar, ao máximo, parcelar contas com o cartão ou usar o cheque especial.
A economista alerta que este tipo de crédito é fácil e está sempre disponível, por isso acaba sendo o mais usado. No entanto, ela frisa que a parcela do cartão fica comprometida dentro da renda, sendo que se eu usar o parcelamento novamente terá um aumento de dividas ainda maior, acrescido de juros.
Cleide Moretto explicou ainda que, seria preferível menos dinheiro disponível para empréstimos, mas com um juro menor, do que crédito em abundancia e altos juros para todos. Como os empréstimos são um mecanismo de giro para muitos setores empresariais, o custo deste sistema é repassado para os produtos. Diminuir os juros poderia contribuir também para barrar a alta nos preços.
Para quem está no vermelho, com dívidas difíceis de pagar, a solução mais viável é vender algum bem, como carro ou terreno, a fim de saldar a dívida. Contrair mais empréstimos ou atrasar pagamentos, com a taxa de juros atual, é uma atitude que só irá aumentar ainda mais o endividamento.
Como segunda opção, os endividados podem recorrer a aprentes em busca de um emprestimo sem juros, mas nem sempre esta alernativa está disponível.