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Economia

Economista prevê aumento nos combustíveis do Brasil após ataque a refinarias da Arábia

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Os preços do petróleo subiram para a cotação mais alta em seis meses, chegando 19% depois que ataques com drones que atingiram duas instalações de petróleo da Arábia Saudita, cortando 5% do suprimento global de petróleo. A situação, em um país distante, parece não impactar um morador de Passo Fundo, mas isso é um engano.

Conforme o economista e professor de economia da UPF, Julcemar Zilli, os efeitos serão sentidos em breve. Revelou que as ações da Petrobras aumentaram cerca de 4% ontem (16). Com aumento no preço do petróleo o valor para matéria-prima alternativa, que terá maior procura, aumenta também. A cotação do milho já subiu mais de 6%, pois é usado no mundo para fabricação de etanol. Haverá também um impacto no preço dos combustíveis dentro do Brasil, pois eles precisam acompanhar o valor externo do petróleo.

O economista poderá que estes efeitos serão momentâneos e em breve, com a produção da Arábia retornando, tudo volta aos patamares antigos.

Petrobras diz que não há previsão para reajuste de preços

A Petrobras informou, por meio de nota, que está monitorando o mercado internacional de petróleo, em função dos ataques a uma refinaria na Arábia Saudita.

Os ataques aéreos contra a refinaria de Abqaiq resultaram na elevação dos preços internacionais do petróleo.

Por enquanto, não há previsão de reajuste de preços nos produtos negociados pela estatal, como os combustíveis e derivados de petróleo.

Segundo a Petrobras, a cotação internacional do petróleo apresenta volatilidade e a alta súbita de preços “pode ser atenuada na medida em que maiores esclarecimentos sobre o impacto na produção mundial sejam conhecidos. A Petrobras decidiu por  acompanhar  a  variação  do  mercado  nos  próxi-mos dias  e  não fazer um  ajuste de forma imediata”, diz a nota.