Economista avalia que reforma tributária é preciso, mas real impacto para população precisa ser calculado
O Governo do Estado apresentou nesta semana o seu plano para reforma tributária gaúcha. Por hora, trata-se de uma proposta que precisará ser aprovada. Porém, a proposta já gera polêmica ao aumentar a alíquota do IPVA dos carros de passeio de 3% para 3,5%. Na prática, isso vai deixar o pesado imposto anual mais caro.
A proposta prevê também a redução das alíquotas incidentes sobre a maior parte dos produtos, mas também elevação das alíquotas de vinho, refrigerante, aguardente e gás de cozinha. O gás de cozinha terá, por esta proposta, aumento de impostos de 12 % para 17 %. Fica claro que há uma redução de um lado, mas aumento de outro, o que vai impactar de alguma forma a população, até as que não possuem automóveis. Mas estas medidas são sensatas do ponto de vista econômico? Se até hoje o Estado não conseguiu honrar em dia seus pagamentos aos servidores devido a falta de caixa, agora com o aumento de gastos em plena pandemia, essa mudança é o correto a ser fazer do ponto de vista econômico?
Sobre este assunto, a Uirapuru conversou com o professor de economia e economista Julcemar Zilli. O economista frisou que trata-se de um esboço e muito pode mudar, pois é apenas uma proposta. A reforma tributária é importante e precisa ser feita, mas há que se analisar o ônus e o bônus para o povo. Ele explicou que retirar impostos de um lado e jogar para o IPVA causa descompasso, exigindo que as pessoas paguem mais impostos e muitas vezes isso não retorna para a população.
O professor destacou que muitos pontos são positivos, pois vão tornar produtos mais baratos. Porém, se é ou não vantagem para o povo ainda é cedo para calcular. É preciso transformar as porcentagens de aumento e redução em cada setor e ver quanto isso diminui ou aumenta no cotidiano geral das pessoas.
Ouça a entrevista com o professor de economia e economista Julcemar Zilli: