Economista avalia que redução de juros para 6% vai aumentar investimentos e tornar crédito mais barato
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual, para 6% ao ano. O índice da taxa básica de juros, que incide sobre os demais indicadores, é o mais baixo da série histórica do país. Após o corte, diversos bancos já anunciaram redução das taxas de juros do crédito, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Itaú Unibanco.
Ao vivo na Uirapuru, o consultor de empresas e economista, Édson Antônio Salvador, avaliou que esta decisão baixará os juros drasticamente e pontuou a movimentação dos bancos públicos e a influência sobre as instituições financeiras privadas. A expectativa é que o mercado econômico se aqueça a partir de agora.
Édson explicou que o Governo sempre utilizou a Taxa Selic para controlar a inflação, que atualmente está abaixo da meta prevista, contexto que proporciona baixas da taxa básica e consequentemente dinheiro mais barato, o que deixa o mercado otimista.
Ele frisou que a baixa da Selic, sozinha, não fará milagres e que este fomento deve vir acompanhado das reformas estruturais, como a previdenciária e a tributária. Lembrou que a tributação é muito alta para o tipo de economia do país, com um Estado muito pesado sobre o consumidor e o empresário.
Sobre os impactos dos baixos juros no desemprego, o economista ainda disse que existe muita insegurança jurídica e que as entidades sindicais colocam barreiras na questão da modernização das relações de trabalho, o que torna mais demorado os efeitos dos juros baixos neste setor.