Economista afirma que mercado só vai reagir após resultados da Reforma Previdenciária e Tributária
O Banco Central, pela nona vez, manteve em 6,5% a taxa Selic, principal instrumento para controlar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) manteve o índice por unanimidade durante a reunião realizada nessa semana. A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica.
O economista e professor universitário Julcemar Zilli ressalta que o clima de incerteza quanto às reformas barra os investimentos. Na Uirapuru, explicou que a classe empresarial aguarda com atenção os desdobramentos quanto a Reforma da Previdência e a possível Reforma Tributária, para depois desengavetar novos projetos de injeção monetária no mercado. Até lá, o país deve arranhar tímidos indicadores de crescimento econômico, já que o déficit público permanece alto e só sinaliza tendências de redução após a aprovação das reformas.
Desde maio de 2012, a Selic influencia a remuneração da poupança, por exemplo.