Economista afirma que confisco do 13º salário dos servidores do Estado terá reflexos negativos em Passo Fundo
O governador José Ivo Sartori decretou na última terça-feira (22) no Diário Oficial do Estado, calamidade financeira no Rio Grande do Sul. O decreto foi publicado após o Piratini anunciar um pacote de medidas para combater a crise financeira que se estende no Estado.
Dentre as medidas divulgadas, estão a diminuição do número de secretarias para 17 com quatro fusões nas pastas, extinção de nove fundações e confisco do 13° salário dos servidores estaduais. De acordo com a Secretaria da Fazenda, a estimativa de ganho real dos projetos será de R$ 6,7 bilhões em quatro anos, com “um ganho no fluxo financeiro de R$ 2,6 bilhões”.
Conforme a economista Cleide Moretto, a atual situação da crise enfrentada, tanto a nível Estadual como Federal, requer algumas reformas. Porém, a economista alerta que se essas medidas forem aprovadas, haverá um alto índice de desemprego dos servidores públicos, causando reflexos negativos na economia como um todo.
A expectativa, segundo ela, é que o setor privado possibilite novas vagas de trabalho para os servidores estaduais. Cleide explicou que a tentativa de confiscar o 13° salário colocará menos dinheiro em circulação e terá impacto direto na economia de Passo Fundo, por exemplo.