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Saúde

Drogas e uso excessivo de redes sociais estão entre os fatores paro o aumento dos casos de suicídios entre jovens, afirma especialista

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A Rádio Uirapuru, sempre atenta ao que acontece na comunidade, identificou que o número de jovens que estão atentando contra a própria vida, em tentativa de suicídio, tem aumentado na cidade ultimamente. Sobre o assunto, a reportagem conversou com o Diretor técnico do Hospital Bezerra e Coordenador do Programa de Residência em Psiquiatria do Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes, Dr. Rogério Riffel.

Conforme o especialista, a orientação da Associação Brasileira de Psiquiatria é que os médicos trabalhem a questão do suicídio ao longo do ano todo, não apenas em datas específicas. Riffel afirma que realmente vem sendo observado um aumento no número de casos de pessoas que atentam contra a própria vida e também casos de automutilação. Esse fator expõe a fragilidade da saúde mental, cada vez mais evidente e preocupa os especialistas da área.

O médico explica que o suicídio ocorre, na maioria das vezes, entre pessoas que já estão doentes psicologicamente. Conforme o especialista, o mundo está cada vez mais exigente e desigual. Sendo assim, as pessoas com uma autoestima mais baixa e com dificuldades de se relacionar, tendem a ser mais propensa a atentar contra a vida. Riffel acredita que o aumento de suicídios entre jovens pode estar atrelado ao uso intenso e desorganizado de redes sociais. A grande exposição e a realidade distorcida das redes, pode acabar desenvolvendo problemas psicológicos graves, principalmente entre crianças e adolescentes, culminando na tentativa de suicídio.

Conforme o psiquiatra, é fundamental que os pais acompanhem e limitem o acesso as redes e tenham controle sobre o que os filhos estão consumindo na internet. Acompanhamento profissional também é importante. Outro fator que contribui demais para os suicídios, é o uso de drogas. O médico destaca que tem um estudo que aponta que o uso de maconha entre 16 e 24 anos, pode chegar a 22% de possibilidade de o usuário desenvolver crise psicótica. O médico finaliza reiterando que é necessário falar sobre o tema, porém sem glamourizar o suicídio.