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Economia

Dono de frigorífico afirma que preço da carne não vai baixar no Rio Grande do Sul

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Dono de frigorífico afirma que preço da carne não vai baixar no Rio Grande do Sul
Dono de frigorífico afirma que preço da carne não vai baixar no Rio Grande do Sul

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta semana que os preços da carne e dos grãos, especialmente o do milho, dificilmente voltarão ao nível pré-pandemia. O aumento no preço dos insumos, utilizados para alimentação dos animais, é o principal fator para o preço da carne disparar no mercado interno. Além disso, o dólar elevado durante um bom tempo e o aumento das exportações contribuíram para os preços subirem.

Conforme o empresário do setor de carnes, Fernando Todeschini, o cenário mostra exatamente o que a ministra Tereza Cristina adiantou durante a semana. O principal motivo da alta na carne é a escassez de matéria prima no mercado interno. Os grandes frigoríficos estão exportando a produção, principalmente para os países asiáticos, causando um desabastecimento no país. Isso faz com que a carne custe mias cara para os brasileiros.

Por esse motivo o empresário não vê uma queda vertiginosa no preço da carne, pois a tendência é que a exportação aumente ainda mais. Além da carne in natura, o Brasil começou a exportar terneiros para serem engordados e carneados fora do país, contribuindo para o desabastecimento interno. Como a procura por carne no Brasil não diminui, o preço se eleva.

Preço da carne

De acordo com Todeschini, a carne não vai mais baixar de preço. O Rio Grande do Sul se tornou recentemente área livre de aftosa sem vacinação, o que aumenta os mercados para exportação. Esse fator também irá contribuir para o preço seguir majorado. O que pode baixar um pouco o valor do produto é a retirada do gado das pastagens para o plantio da soja. Esse gado deve aumentar a oferta de carne e pode causar uma leve queda, mas praticamente insignificante.

O empresário vê como uma solução possível, uma pausa nas exportações para manter o produto no mercado interno. No entanto, precisaria de uma intervenção do governo e Todeschini não acredita que isso possa ocorrer.