Dono de frigorífico afirma que preço da carne não vai baixar no Rio Grande do Sul
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta semana que os preços da carne e dos grãos, especialmente o do milho, dificilmente voltarão ao nível pré-pandemia. O aumento no preço dos insumos, utilizados para alimentação dos animais, é o principal fator para o preço da carne disparar no mercado interno. Além disso, o dólar elevado durante um bom tempo e o aumento das exportações contribuíram para os preços subirem.
Conforme o empresário do setor de carnes, Fernando Todeschini, o cenário mostra exatamente o que a ministra Tereza Cristina adiantou durante a semana. O principal motivo da alta na carne é a escassez de matéria prima no mercado interno. Os grandes frigoríficos estão exportando a produção, principalmente para os países asiáticos, causando um desabastecimento no país. Isso faz com que a carne custe mias cara para os brasileiros.
Por esse motivo o empresário não vê uma queda vertiginosa no preço da carne, pois a tendência é que a exportação aumente ainda mais. Além da carne in natura, o Brasil começou a exportar terneiros para serem engordados e carneados fora do país, contribuindo para o desabastecimento interno. Como a procura por carne no Brasil não diminui, o preço se eleva.
Preço da carne
De acordo com Todeschini, a carne não vai mais baixar de preço. O Rio Grande do Sul se tornou recentemente área livre de aftosa sem vacinação, o que aumenta os mercados para exportação. Esse fator também irá contribuir para o preço seguir majorado. O que pode baixar um pouco o valor do produto é a retirada do gado das pastagens para o plantio da soja. Esse gado deve aumentar a oferta de carne e pode causar uma leve queda, mas praticamente insignificante.
O empresário vê como uma solução possível, uma pausa nas exportações para manter o produto no mercado interno. No entanto, precisaria de uma intervenção do governo e Todeschini não acredita que isso possa ocorrer.