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Geral

Divida com a União é forma do Governo Federal manter controle sob os estados

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Desde que assumiu o Governo do Estado, há 4 meses atrás, o governador José Ivo Sartori e sua equipe externam as dificuldades enfrentadas pelo Rio Grande do Sul. Comprovando a situação caótica, na semana passada, Sartori anunciou que irá atrasar o pagamento da parcela, mensal, da dívida gaúcha com a União. O pagamento da parcela no valor de R$ 280 milhões deve ser depositado, somente, entre os dias 10 e 11 de maio. O atraso vai gerar cerca de R$ 20 milhões de juros, que serão repassados para o final da dívida.

 

De acordo com João Pedro Cazzaroto, membro da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos do Estado, a dívida hoje na casa dos R$ 56,9 milhões, é praticamente o valor de todo orçamento do Estado, para o ano, que é de R$ 57 milhões. Para o especialista, isso, aliado a não vigência imediata do indexador que deveria reduzir a dívida, que só deverá começar a valer em 2016, tornam a situação insustentável. Reforçando a ideia de que mais do que dinheiro, a dívida impagável para a maioria dos estados, é manter o Governo Federal com as rédeas de cada estado.

 

Justiça pode ser um caminho, fazendo com que Brasília acene com benefícios. No entanto, ele ressalta, ainda, que se o governo gaúcho se tornar inadimplente represálias são previstas em contrato.

 

João Pedro Cazzaroto não acredita na recuperação econômica como solução, visto que quem realiza, hoje, investimentos no Estado, é o próprio Governo Federal, que já anunciou que por conta da crise irá apertar os cintos. Para ele o melhor caminho é um movimento dos governadores, para que os mesmos deixem de ser pedintes na capital brasileira e passem a ser tratados com o respeito que merecem.