Diretor do HC alerta: quadro do coronavírus vai sofrer drástico aumento na próxima semana no Estado
Após entrevistar o diretor do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) na manhã de ontem (18), a Rádio Uirapuru seguiu a série de entrevistas para explicar a situação do novo coronavírus (COVID-19) em Passo Fundo.
Participou na manhã desta quinta-feira (19) do programa “Repórter do Povo”, com Régis Leonardo e Ieda Almeida, o diretor do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, Dr. Juarez Dalvesco.
O médico explicou que nossa grande vantagem está sendo de preparar, observando erros e acertos de outros países. Há mais de um mês, o Hospital de Clínicas está trabalhando para a chegada deste momento. Uma UTI específica para o Coronavírus está sendo terminada, com dez leitos onde pacientes graves serão atendidos. Neste momento, os trabalhadores do HC estão sendo treinados para essa nova situação e um plano de fluxo de pacientes em área isolada já está pronto. Um fluxo estendido para o caso de uma catástrofe está pronto, caso a situação tome proporções extremas.
Dalvesco reforçou que as pessoas devem ficar em casa, mesmo que pareça um exagero, pois a contaminação se dá sem sintomas na hora. Falou que os preços dos insumos, como máscaras para a saúde, subiram muito devido a demanda e lembrou da bravura dos profissionais que estão na linha de frente desta guerra que virá nos próximos meses. Conforme ele, o momento pede que todos tomem medidas extremas para evitar o pior.
O médico disse que é de vital importância ter um local grande e central para receber as pessoas com quadro de estado gripal, evitando sobrecarregar os hospitais, porque outras doenças vão continuar acontecendo. Ressaltou que já foi traçada uma estratégica para que as faculdades de medicina da cidade participem deste grande plano de enfrentamento para a doença na cidade. Disse que as escolas médicas têm o dever de preparar seus profissionais para pandemias e isso foi concordado pelas instituições. Alertou que há projeções apontando um cenário da doença complicado a partir da próxima semana. No entanto, o tamanho disso dependerá das ações que as pessoas estão tomando hoje.
Se o isolamento social for cumprido, os efeitos da contaminação serão menores, declarou o médio. Ele também lembrou que serão no mínimo 20 semanas de muito trabalho e problemas. Quando o Rio Grande do Sul tiver 50 casos confirmados, a situação vai se agravar em ritmo bem mais acelerado. Para o médico, essa situação poderá ter início a partir da próxima semana.
Ouça a entrevista completa com o diretor do Hospital de Clínicas, Juarez Dalvesco: