Diretor da Faculdade de Medicina da UPF tem visão oposta de Dilma e diz que há médicos suficientes no país
No discurso, transmitido na última sexta-feira em rede nacional, através da cadeia de rádios e TV, a presidenta Dilma Roussef confirmou que irá trazer imediatamente milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no país.
O diretor da Faculdade de Medicina da UPF, Adroaldo Mallman, salienta que não é favorável a esta conduta do governo, porque no Brasil, há médicos suficientes para atendimento de toda a população brasileira. Disse que na realidade há uma grande dúvida em relação à esses médicos que querem trazer do exterior pois, não se sabe qual é a qualidade da sua formação.
Malmann destaca que no Brasil, a cada dois anos, existe uma fiscalização muito grande do Ministério da Saúde junto aos hospitais de ensino. Também, o Ministério de Educação e Cultura aplica o Enade, a cada três anos, nas Faculdades de Medicina para avaliar os alunos que estão sendo formados. Inclusive, ressalta ainda, que no último Enade a Faculdade de Medicina da UPF ficou em 1º lugar no estado.
Ele aponta que se o governo realizasse concursos públicos para os médicos, semelhantes os aplicados aos juízes, e se desse um suporte técnico adequado para todos os médicos onde há falta de tecnologia, tem certeza que não teria falta de grandes médicos nas cidades brasileiras, basta, o governo querer fazer.
Malmann também salientou que o movimento realizado pela população nas ruas, em prol da saúde, segurança e transporte; é claro, democrático e de cidadania. Disse que todos devem apoiar, sem vandalismo, para que os governantes possam olhar mais de perto a população brasileira.
Segundo o diretor, hoje a Faculdade de Medicina da UPF forma por ano uma média entre 60 e 80 médicos, sendo que o maior nível de excelência é comprovado, tanto que 80% conseguem residência médica ou especialização, mostrando a qualidade de ensino e do corpo docente da universidade.