Dia Nacional do Escritor: desafio ainda é a valorização da profissão, destaca presidente da Academia Passo-fundense de Letras
Hoje, 25 de julho, celebramos o Dia Nacional do Escritor. Embora a ocasião sirva para homenagear os profissionais que dedicam suas vidas à literatura, também destaca os desafios que enfrentam, segundo Marilise Lech, presidente da Academia Passo-Fundense de Letras. O maior obstáculo, segundo ela, ainda reside na valorização da profissão.
A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil revelou que 52% dos brasileiros têm o hábito da leitura. No entanto, apesar dessa porcentagem aparentemente encorajadora, ainda estamos atrás da média de outros países. Os brasileiros leem em média quatro livros por ano, em contraste com a média de 12 livros por ano em muitos países desenvolvidos.
Por outro lado, o Estado do Rio Grande do Sul apresenta dados mais otimistas, com uma média de leitura entre sete e oito livros por ano, o dobro da média nacional. Passo Fundo, por sua vez, se destaca ainda mais, pois foi legalmente reconhecida como a Capital Nacional da Literatura.
Com relação à venda e publicação de livros, o Painel do Varejo de Livros no Brasil mostrou que as vendas cresceram em 2022. Nos primeiros três meses do último ano, as vendas de livros no país geraram mais de 660 milhões de reais, equivalente a cerca de 15 milhões de exemplares vendidos.
No entanto, apesar desses números promissores, muitos escritores ainda enfrentam dificuldades. Segundo Marilise Lech, muitos sonham em serem publicados e lidos. A realidade, no entanto, é que, embora a leitura esteja crescendo no Brasil, ainda há um longo caminho a percorrer para valorizar plenamente a profissão de escritor.