Dia Nacional do Combate à Cefaleia chama a atenção para um problema que atinge grande parte das pessoas
Neste 2 de junho é lembrando o Dia Nacional do Combate à Cefaleia, data criada pela Sociedade Brasileira de Cefaleia, com o intuito de conscientizar a população sobre o problema. A cefaleia trata-se da dor de cabeça comum, algo que pode atingir facilmente as pessoas, demonstrando o tamanho do problema, aparecendo entre as queixas mais recorrentes em consultas médicas.
A reportagem da Rádio Uirapuru conversou com a médica Marina de Oliveira, Neurologista e Coordenadora da residência médica de Neurologia do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo. A médica informou que a cefaleia tem as mais diversas causas, como por exemplo dores cervicais, lesões no cérebro e dores osteomusculares. Pode atingir a pessoa de forma constante ou pontual, dependendo da causa, como uma enxaqueca.

Conforme a médica Marina, quem tem dor de cabeça a longo prazo, conhece essa dor a vida inteira, mas quando essa dor muda de características, passando de leve a mais complexa, ou mesmo se apertava e agora pulsa, são sinais de alerta para procurar atendimento. Quando você tem essa dor como sendo a pior da via, que incapacita o dia a dia, ou mesmo crônica e sem diagnóstico, precisa buscar um neurologista, alerta.
Ao fazer exames, vai ser apontado se existem outros sinais que levem a necessidade de tratamento ou uma intervenção. Marina de Oliveira indica que quando a pessoa sentir a dor de cabeça, só deve administrar remédio com orientação de um médico, uma vez que nem toda a dor se combate com analgésico, dependendo muito da causa. Vale ressaltar que a consulta de um médico generalista também pode ajudar. Se já recebeu essa orientação, seguir e também adotar medidas como hidratação e repouso.
Por fim, a médica Marina de Oliveira indica que o tratamento só deve ser feita após a definição da causa da cefaleia. Em casos de dor como a enxaqueca, opta-se pelo tratamento medicamentoso, podendo ser oral ou endovenoso, adicionado ao tratamento com reabilitação cervical, fisioterapia, alimentação, horas de sono e adoção de atividade física, dependendo de caso a caso.