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Dia Nacional de Combate ao Racismo: preconceito não termina, apenas se atualiza

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Dia Nacional de Combate ao Racismo: preconceito não termina, apenas se atualiza
Dia Nacional de Combate ao Racismo: preconceito não termina, apenas se atualiza

O Dia Nacional de Combate ao Racismo é comemorado nesta sexta-feira, 18. A data é mais uma oportunidade de refletir sobre a existência do racismo na sociedade brasileira e principalmente sobre como ele impacta a vida de milhões de negros no País.

O racismo consiste em discriminar determinados indivíduos e grupos em função de suas características físicas e culturais decorrentes de sua origem étnica. Por diversos fatores históricos e sociológicos, valores positivos foram associados a traços europeus e valores negativos foram atrelados a diversos elementos constitutivos de povos africanos e indígenas.

Novembro é tradicionalmente o mês de luta contra o preconceito e a busca pela igualdade social. Durante o mês é celebrada ainda a Semana da Consciência Negra. Com o tema “Respeito, solidariedade, igualdade e orgulho de ser negro”, a Prefeitura de Passo Fundo, através da Coordenadoria de Igualdade Racial, promove entre os dias 16 a 30 de novembro, atividades alusivas à Semana da Consciência Negra. Definida em lei municipal, a Semana dedicada ao assunto promove ações e projetos que tratem do enfrentamento das violências à população negra, ampliando o debate sobre o combate ao bullying e ao racismo.

De acordo com um dos líderes e representante dos Movimentos Negros de Passo Fundo, Ipácio Carolino, o racismo ainda está muito presente na sociedade como um todo. Ele classifica o Brasil com um país muito preconceituoso ainda. Lembra que o Brasil foi construído em cima de um processo de escravização e isso se enraizou na população, em classificar as pessoas pela diferença da cor de pele.

Conforme Ipácio, o racismo é estrutural no nosso país, sendo difundido desde os primórdios através daqueles que comandavam o Brasil. Desse modo, o preconceito não se extingue, apenas se atualiza e se remodela. Ipácio reforça que o racismo não está apenas em atos agressivos, mas sim em pequenas atitudes que acabam sendo tão graves ou mais, que uma agressão.