Dia Nacional da Fotografia: especialista analisa crescimento do setor e impacto das novas tecnologias
Eternizar momentos é uma arte que completa 186 anos de história desde a invenção do daguerreótipo, e o Dia Nacional da Fotografia, comemorado em 8 de janeiro, reforça o valor dessa trajetória no Brasil. Para entender como essa profissão se mantém essencial em um cotidiano dominado por câmeras de celulares, a Rádio Uirapuru conversou com o diretor de Relacionamento e Produto do Grupo Foto Sul, Rodrigo Scortegagna que explicou por que o olhar técnico do profissional é comparável ao de um arquiteto e como o mercado brasileiro, O qual segundo ele, já soma mais de 86 mil empresas e segue sendo o guardião das histórias das famílias.
Na entrevista o empresário, destacou que a fotografia profissional segue sendo essencial mesmo em um cenário no qual as câmeras estão presentes no cotidiano das pessoas, especialmente por meio dos celulares. Segundo ele, o diferencial do fotógrafo está no olhar técnico e na capacidade de construir memórias, indo além do simples registro de imagens.
Scortegagna explicou que o mercado da fotografia profissional é amplo e muitas vezes pouco conhecido. Dados recentes apontam a existência de cerca de 200 mil profissionais ativos. Ele ressaltou que a fotografia também cresceu em áreas como redes sociais, publicidade e comunicação empresarial, sem perder espaço nos registros de momentos marcantes da vida das pessoas.
O diretor comparou o trabalho do fotógrafo ao de um arquiteto, ao afirmar que ambos possuem formação técnica para explorar possibilidades e transformar espaços ou momentos. Na avaliação dele, o fotógrafo é responsável por materializar experiências e emoções, criando registros que acompanham as famílias ao longo das gerações, como ensaios newborn, acompanhamento infantil e sessões temáticas.
Sobre os avanços tecnológicos, Scortegagna observou que, além da popularização dos celulares, as câmeras fotográficas evoluíram significativamente, oferecendo maior qualidade de imagem e novas possibilidades criativas. Ele destacou ainda o papel da fotografia digital, que passou a complementar o material físico, garantindo maior segurança na preservação das memórias.
A entrevista também abordou o impacto da pós-produção e da inteligência artificial no trabalho dos fotógrafos. Segundo o diretor, ferramentas digitais ampliaram as possibilidades de edição e tratamento de imagens, permitindo que o profissional atue tanto na captura quanto na finalização das fotografias, sempre com foco em valorizar a história e a identidade das pessoas retratadas.
Scortegagna afirmou que a fotografia também cumpre um papel histórico, já que os estilos e técnicas ajudam a identificar épocas e contextos. Para ele, o fotógrafo atua como um narrador visual da trajetória humana, registrando transformações pessoais e sociais ao longo do tempo.
Ao falar sobre a atuação do Grupo Foto Sul, sediado em Passo Fundo, o diretor explicou que a empresa desenvolve e fabrica álbuns, quadros e outros produtos utilizados por fotógrafos e empresas de formatura em todo o Brasil. O objetivo, segundo ele, é oferecer soluções que valorizem o trabalho do fotógrafo e garantam a durabilidade dos registros.