Skip to content

Saúde

Dia Mundial do Combate a Tuberculose: doença ainda preocupa e exige atenção aos sintomas silenciosos

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado em 25 de março, reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce para o controle da doença. Em Passo Fundo, a rede pública de saúde mantém serviços voltados ao diagnóstico, tratamento e prevenção, além de ações de conscientização junto à população.

A farmacêutica Angélica Stefanello Facco, coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), explicou que a tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que atinge principalmente os pulmões, mas pode comprometer outros órgãos como rins, fígado, ossos e, em casos mais graves, atingir múltiplos sistemas ou provocar meningite. Segundo ela, a transmissão ocorre pelo ar, por meio de gotículas liberadas quando pessoas infectadas tossem, espirram ou falam, mas não há risco de contágio pelo uso compartilhado de objetos ou pelo beijo. Ela destacou ainda que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde.

Conforme a coordenadora, os principais sintomas incluem tosse por três semanas ou mais, febre baixa no fim do dia, suor noturno, cansaço e perda de peso. Em situações mais avançadas, esses sinais podem se intensificar. Ela ressaltou a importância da vacina BCG, aplicada nos primeiros anos de vida, que protege contra formas graves da doença, embora sua eficácia diminua ao longo do tempo.

Angélica apontou que o Brasil está entre os países com alta incidência de tuberculose, realidade que também se reflete no Rio Grande do Sul e em Passo Fundo. No município, as unidades de saúde realizam o diagnóstico, o acompanhamento e o tratamento dos pacientes, além do atendimento preventivo para pessoas que convivem com casos confirmados. Ela informou que a cidade conta com o Teste Rápido Molecular de Tuberculose, realizado gratuitamente no SAE em parceria com o programa estadual, permitindo diagnóstico ágil e início mais rápido do tratamento.

O tratamento da tuberculose dura, em média, seis meses, e deve ser seguido até o fim, mesmo com a melhora dos sintomas. De acordo com a coordenadora, a interrupção precoce pode tornar a bactéria mais resistente, dificultando a cura. Ela também destacou o desafio de adesão ao tratamento preventivo entre pessoas que convivem com pacientes, já que muitas não apresentam sintomas, mas precisam realizar exames e, se necessário, usar medicação.

A coordenadora enfatizou que o controle da doença depende da vacinação adequada das crianças, da busca por atendimento diante de sintomas e da adesão completa ao tratamento, tanto dos pacientes quanto de seus contatos. Segundo ela, a colaboração entre população e serviços de saúde é fundamental para reduzir os casos de tuberculose no município, no estado e no país.