Dia Mundial de Combate à Hepatite: conscientização e prevenção são alternativas no combate a doença
Nesta sexta-feira (28) comemora-se o Dia Mundial de Combate à Hepatite, uma data importante para conscientizar a população sobre essa doença que afeta o fígado de forma silenciosa. Alguns sinais e sintomas que podem indicar a necessidade de procurar ajuda médica em casos de hepatite: coloração amarelada da pele e dos olhos, fadiga intensa e persistente, dores abdominais, especialmente na região do fígado, perda de apetite e náuseas, urina escura e fezes claras, coceira na pele, febre, vômitos e aumento do fígado ou baço. O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento adequado e evitar possíveis complicações.
Parágrafo 2: Além disso, existem diferentes tipos de hepatite (A, B, C, D e E), e cada um requer abordagens específicas. Para esclarecer sobre o assunto, a Rádio Uirapuru conversou com a Dra. Raquel Scherer de Fraga, renomada gastroenterologista e hepatologista do Hospital de Clínicas e professora de medicina, que é uma referência no tratamento e prevenção das hepatites virais. De acordo com ela, as hepatites virais são causadas por diferentes tipos de vírus, sendo mais conhecidos os tipos A, B e C. Os vírus B e C têm potencial para causar doenças crônicas, como câncer de fígado e cirrose, enquanto o vírus A pode ser ainda mais fatal. A Dra. Raquel alertou para a importância de se proteger contra a hepatite A, especialmente através da vacinação, destacando que dois casos agudos da doença em adultos foram registrados no Hospital de Clínicas em pessoas que poderiam ter sido imunizadas.
Parágrafo 3: A gastroenterologista explica que a transmissão das hepatites B e C pode ocorrer de três formas: de mãe para filho (via vertical), por meio de relações sexuais e acidentes com materiais perfurocortantes contaminados com sangue. Já a hepatite A é transmitida através de água e alimentos contaminados, talheres, chimarrão, entre outros, mas felizmente conta com vacinas disponíveis para crianças e adultos. Raquel ressalta que a hepatite A, em muitos casos, se resolve espontaneamente e se cura, a não ser quando evolui para uma forma fulminante. No entanto, a situação é mais animadora para a hepatite C, que tem uma taxa de cura praticamente total quando tratada adequadamente em um período de três meses.
Parágrafo 4: Por outro lado, a hepatite B ainda não possui cura, devido a suas características biológicas complexas, mas é uma doença controlável e pode ser tratada efetivamente a longo prazo com um comprimido diário. A Dra. Raquel ressaltou que todo o tratamento para hepatites virais é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde centraliza as ações, e os municípios notificam os casos através da vigilância, garantindo o acesso aos medicamentos e tratamentos necessários. Assim como o HIV, o tratamento das hepatites virais também está disponível na rede pública e não é necessário comprar medicamentos com receitas médicas, pois são fornecidos gratuitamente. A vacina contra hepatite B está disponível para todas as idades, enquanto a vacina contra hepatite A é gratuita apenas para crianças, sendo que adultos têm acesso à vacina na rede privada.