Dia Mundial da Saúde Mental: bem-estar emocional é afetado por diversos aspectos da vida
Hoje (10) celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental, uma data que ganha relevância cada vez maior, especialmente no contexto pós-pandemia, onde as pressões e desafios emocionais se tornaram mais evidentes do que nunca.
Em Passo Fundo, uma instituição de destaque na promoção da saúde mental é o Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes (HPBM), que desempenha um papel vital no atendimento a pessoas que enfrentam transtornos mentais.
Em entrevista na Uirapuru, o Dr. Rogério Riffel, diretor técnico do Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes, enfatizou a importância de se dedicar a atenção necessária à saúde mental. Ele destacou que problemas de saúde mental têm sido responsáveis por diversos fenômenos sociais, sendo o suicídio um dos exemplos mais marcantes.
O Dr. Riffel lembrou que o sofrimento emocional é uma realidade presente desde os primórdios da humanidade e merece um olhar mais cuidadoso e sensível da sociedade.
O diretor técnico também ressaltou que muitas das doenças que mais afastam as pessoas do trabalho no mundo estão relacionadas à saúde mental, com três delas figurando entre as dez principais causas de afastamento. Isso demonstra a necessidade urgente de a sociedade valorizar e apoiar aqueles que enfrentam transtornos mentais.
De acordo com Riffel, os transtornos psiquiátricos são o resultado de uma complexa interação de fatores, incluindo questões biológicas e neuroquímicas no cérebro, bem como influências sociais. Ele enfatizou que ninguém escolhe ser afetado por transtornos como depressão, esquizofrenia ou dependência química, e é fundamental compreender essa realidade para oferecer o apoio adequado.
Além disso, o médico destacou que a saúde mental é afetada por diversos aspectos da vida, como condição social, moradia, alimentação e bem-estar emocional. Portanto, a abordagem da saúde mental deve ser holística, considerando não apenas os aspectos médicos, mas também os fatores estruturais que impactam a vida das pessoas.
Dr. Riffel enfatizou que cada indivíduo experimenta o sofrimento de forma única e que não se pode impor um único padrão de funcionamento para todos. É crucial respeitar e entender as diferentes formas de sofrimento emocional e, assim, proporcionar o suporte necessário para cada pessoa.