Dia Mundial da Capoeira celebra a cultura 100% brasileira e que vem ganhando adeptos
Neste 05 de julho é celebrado o Dia Mundial da Capoeira, uma arte marcial 100% brasileira e que é integrante da cultura nacional. A prática engloba dança, esporte, luta e música, tendo sido originária dos escravos em uma busca de defesa.
Para falar sobre a data, a Rádio Uirapuru ouviu a instrutora Ana Caroline Braganholi, que ministra aulas de capoeira para centenas de crianças em Passo Fundo e região. A instrutora explicou que a capoeira é praticada em diferentes estilos, conhecidos como Angola, Regional ou Abadá, podendo também ter competições dentro de cada forma de prática. Assim, no caso do estilo Abadá, o qual é ensinado pela instrutora Ana Caroline, os participantes são separados em categorias, graduação e características físicas. O principal objetivo é a questão do desenvolvimento do capoeirista, chamado de jogo, algo avaliado pelos jurados enquanto os dois capoeiristas estão duelando.
Sobre a popularização da capoeira, Ana Caroline conta que em Passo Fundo tem grupos que reúnem os praticantes, com instrutores ministrando as aulas em escolas e projetos sociais, como é no bairro José Alexandre Zácchia. Este é um bairro que necessita do tipo de projeto e a capoeira é muito voltada para a disciplina, salienta Ana Caroline. Além disso, a capoeira também é praticada em academias, por isso está se espalhando em municípios menores, como Tio Hugo, Victor Graeff e Ernestina. No Rio Grande do Sul, está aumentando cada vez mais o número de praticantes e todo o mês são realizados encontros para atualização dos instrutores, pois o aprimoramento é necessário.
Ainda de acordo com Ana Caroline, a partir de projetos nas escolas de educação infantil, o indicado é começar ainda criança, mas não há uma data limite para início da prática. Dentro das possibilidades de cada pessoa, é possível fazer a capoeira e o instrutor vai delimitar a atividade, observa. Conforme a instrutora Ana Caroline, por mais que a capoeira seja brasileira, infelizmente tem pessoas que não conhecem a nossa cultura e a medida em que os projetos crescem, a própria população fica por dentro da capoeira.