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Geral

Dia Internacional da Liberdade de Imprensa clama pelo direito à informação livre, mas com responsabilidade

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Criado pelo Unesco em 1993, o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa é celebrado nesta quarta-feira, 3 de maio. A data foi criada para alertar sobre as impunidades cometidas contra centenas de jornalistas que são torturados ou assassinados como consequência de perseguições por informações apuradas e publicadas por estes profissionais. Tem, como objetivo, lembrar o direito de todos os profissionais da mídia de investigar e publicar informações de forma livre, sem sofrer a chamada censura, que pode vir por decretos ou atos violentos a partir de governos totalitários.

De acordo com o jornalista Ivaldino Tasca, a data de hoje é fundamental para a sociedade como um todo, pois a liberdade de imprensa é a principal das liberdades e atesta a existência de uma democracia. Conforme Tasca, a história aponde que onde há ditadura militar, não existe a liberdade de imprensa. Um dos mais experientes repórteres e jornalistas do Rio Grande do Sul, Ivaldino Tasca salienta, entretanto, que essa liberdade não é ilimitada, pois a própria constituição brasileira prevê penalidades para quem comete atos como a propagação de mentiras, calúnias ou difamações.

Na visão de Tasca, esses limites representam responsabilidades, pois mentiras ou acusações falsas podem prejudicar a sociedade como um todo. Como atuou na imprensa durante a década de 1970, Ivaldino Tasca lembra que atuar na imprensa durante a Ditadura Militar era um desafio, pois precisava medir as palavras escritas ou faladas. Em muitos casos, lembra, militares limitavam as informações disponíveis ao que era divulgado na Voz do Brasil, por exemplo. Ao falar da censura, Tasca afirma que teve textos retidos junto ao Serviço Nacional de Informação, SNI, além do exército, na qual a interpretação não estava de acordo com o que desejava o Exército.