Dia Internacional da Democracia reforça o direito da população de escolher seus representantes
Nesta quarta-feira (15), é comemorado em todo o mundo o Dia Internacional da Democracia. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo principal de realçar a necessidade de promover a democratização, o desenvolvimento e o respeito pelos direitos humanos e as liberdades fundamentais.
Ao adotar o data comemorativa, a Assembleia Geral da ONU reafirmou que a democracia é “um valor universal baseado na vontade, expressa livremente pelo povo, de determinar o seu próprio sistema político, econômico, social e cultural, bem como na sua plena participação em todos os aspectos da vida”.
No Brasil, a Constituição Federal é considerada a guardiã maior da democracia. Ela garante a realização das eleições em todos os níveis de Governo para a escolha dos representantes nos poderes Executivo e Legislativo. De acordo com o jornalista Ivaldino Tasca, a democracia se provou como o melhor sistema político até então e é assustador que em 2021 ainda tenham pessoas que peçam a volta da ditadura militar.
O jornalista, que viveu o período da ditadura e o processo de redemocratização do país, relata que quando há ditadura, há medo. Não existe processo ditatorial sem que a população tenha medo dos governantes. Conforme Tasca a democracia é muito importante para o mundo. Ele lembra que a maioria dos países bem desenvolvidos tem um processo democrático estabilizado e confiável, mesmo que no passado tenham passado por períodos obscuros.
De acordo com o jornalista, mesmo países que possuem outras formas de governo, como a Inglaterra, com a monarquia e a China, com o comunismo, se utilizam da democracia. Na Inglaterra, quem governa é o parlamento e o Primeiro Ministro, eleitos pelo voto popular. Na China, embora a ditadura comunista governe o país na maioria das questões, no setor econômico é o capitalismo que impera, um sistema extremamente democrático. Desse modo, a democracia está presente na maioria dos países do mundo, mesmo que as pessoas pensem que não.