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Geral

Dia do relojoeiro: Uirapuru conversa com um dos poucos que ainda exerce a profissão

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Com a invenção do relógio surgiu também uma das profissões mais antigas do mundo, a do relojoeiro. Da mesma forma, graças à chegada da era digital, o ofício de relojoeiro corre, a cada dia que passa, risco de extinção. Por isso a Uirapuru, neste dia em que se comemora o Dia do Relojoeiro, conversou com Dauri Klein, 57 anos, um dos poucos que ainda exerce a profissão.

Ele que mora em Marques de Souza, no Vale do Taquari, estava em Passo Fundo para consertar o relógio da Catedral Nossa Senhora Aparecida. Trabalhando como autônomo, ele possui uma joalheira em sua cidade, e revela que trabalhou muitos anos no conserto de relógios de pulso e de casa e há cerca de 10 anos se especializou em relógios de grande porte, como o da Catedral.

Especialista, ele confirma o fim da bela profissão. Segundo revela, atualmente, os relógios são modernos, eletrônicos, que necessitam apenas de troca de pilha. Por isso, conforme salienta, os profissionais mais antigos, acostumados ao preciosismo, estão se aposentando e novos não virão. Tanto é que ele hoje atende sozinho os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Até o momento, o relojoeiro registra que já restaurou mais de 70 relógios de igrejas e continua, pois sente prazer em ser um dos únicos que ainda faz esse tipo de trabalho. Sobre o relógio da Catedral, que há um bom tempo não estava apontando a hora certa, Klein informa aos passo-fundenses que a partir de hoje eles poderão se orientar novamente pelo relógio. Nesse caso, especificamente, foi necessário trocar as correias que fazem o mais tradicional relógio da cidade funcionar.