Dia do Relojoeiro: profissão está cada vez mais escassa, mas demanda pelo trabalho é grande
Nesta terça-feira (27) é celebrado o Dia do Relojoeiro. A data homenageia os profissionais que trabalham com a montagem, manutenção e consertos de relógios. A Rádio Uirapuru conversou o relojoeiro Oberti Zanetti, que trabalha na área desde que tinha 13 anos.
Zanetti possui a loja Ponto dos Consertos, na Rua XV de Novembro, além de ter uma grande experiência trabalhando em óticas da cidade. Conforme o relojoeiro, ele aprendeu a consertar relógios com um amigo e depois foi se aperfeiçoando através de cursos. Zanetti acredita que daqui alguns anos não haverá mais relojoeiros, pois antigamente a profissão passava de pai para filho e hoje ele não vê interessados em aprender e dar sequência a esse trabalho com tanta história.
Oberti Zanetti é especialista em relógios de parede, relógios cuco e de pulso. O relojoeiro garante que, mesmo com toda a tecnologia, as pessoas ainda buscam bastante pelos relógios e a demanda por consertos é grande. De acordo com Zanetti, quem possui aqueles relógios mais antigos, que são peças valiosas ou até mesmo artigos de família, buscam manter a qualidade e a funcionalidade do objeto. Outro público que procura bastante pelos serviços são os colecionadores. O relojoeiro afirma que possui um grande estoque de peças, até mesmo para relógios antigos, o que faz com que a procura pelo trabalho se mantenha.
O profissional atende e presta serviço para diversas óticas de Passo Fundo e da região e conserta outros itens também como anéis, óculos, correntes, acessórios, entre outros.